Inclusão na prática

por Danielle Cardoso
estagiária de Letras do Laboratório de Inclusão

inclusão

Inclusão. Palavra simples, mas bem difícil de pôr em prática. Em toda minha vida, mesmo não percebendo, lutei por inclusão e acessibilidade em todos os aspectos. Depois que entrei na faculdade, vi que não estava sozinha nessa luta e que existem movimentos sociais em prol da causa. O único problema é que existem pessoas que acreditam que só falar em inclusão basta e não é assim. Inclusão deve ser praticada em todos os lugares e a toda hora. Não é tarefa fácil, mas não podemos correr o risco de deixar essa palavra apenas no discurso.

É certo que o discurso também é ação e sensibilizar as pessoas da importância de se incluir é maravilhoso, mas já não é o suficiente. Ainda é preciso informar que existem leis que resguardam os direitos das pessoas com deficiência, porém é urgente colocar em prática essas leis. Sei que você deve estar se perguntando: “Mas a inclusão já não é praticada?”, e eu te respondo: sim, estamos tentando praticar essa inclusão, principalmente, no âmbito escolar. O problema é que ainda falta muito e pessoas que falam, falam e, no fundo, não dizem nada, atrapalham o avanço dessa questão.

Não adianta algumas faculdades e universidades terem projetos de inclusão e acessibilidade se estes não proporcionarem ações efetivas de inclusão. De nada serve ser coordenador(a) de um desses projetos se você não conhece as pessoas que precisam deles. Conhecer as demandas do público que você quer atender é fundamental para qualquer líder de qualquer projeto tenha sucesso. Isso serve para qualquer lugar: empresas e sociedade em geral.

No começo do meu curso superior, várias pessoas vieram com um discurso muito bonito de que eu tinha direito de estudar e a UECE deveria se adaptar para me receber. Tiraram fotos comigo e tudo mais, mas tudo isso ficou no plano do discurso. Eu era ingênua, ainda não sabia diferenciar quem realmente queria ajudar de quem só queria se promover. E poucos foram aqueles que me ajudaram de verdade. Falar em inclusão é fácil, difícil é ter responsabilidade e fazer acontecer. Se não fosse minha teimosia em permanecer na universidade, eu teria desistido, com certeza.

Palavra não mudam o mundo, atitudes, sim. As palavras apenas encorajam pessoas a terem atitudes para vivermos em paz e em harmonia. É esse o maior objetivo dos meus textos postados aqui no blog. Procuro trazer toda a minha experiência com inclusão e acessibilidade para que, quem ler, possa mudar de atitude. Quero informar pais, professores, estudantes de que, sim, a prática da inclusão é possível e sou prova viva disso. Sei que muitos leem e em nada mudam. Nesse caso, a responsabilidade não é mais minha.

Hoje, sei que incluir requer tempo e esforço. Que ações inclusivas não são realizadas do dia para noite, por isso desconfio de dois tipos de pessoas: as que reclamam demais da falta de acessibilidade de um lugar, mas não fazem nada para mudar tal situação, e as que se animam muito para fazer uma ação de conscientização, seja onde for, mas desistem antes de começar. Praticar inclusão e acessibilidade não é fácil, por isso vamos ter comprometimento e articulação, para que não fiquemos só na falação. Até a próxima!

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