Não se auto sabote

por Márcio Vaz
palestrante, psicólogo e coach

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Muitas pessoas desistem dos seus sonhos porque um dia se iludiram que seria fácil conquistá-los. Foram desiludidas não pela realidade, mas sim, por suas falsas expectativas. Sonharam com a carreira meteórica, o sucesso imediato, o príncipe ou a princesa encantada, porém, caíram do cavalo, quando descobriram que, na maioria das vezes, a fábula era invertida, pois começaram a beijar o príncipe que com o tempo se tornou sapo (Vice-versa).

Não quero dizer aqui, que devemos parar de sonhar ou sonhar pequeno, pelo contrário, pois como bem disse Jorge Paulo Lemann: “Sonhar grande ou sonhar pequeno dá o mesmo trabalho”. Logo, podemos sonhar grande, mas devemos iniciar com pequenos passos e valorizar cada pequena conquista, porque a vida não é uma corrida de 100 metros para que o resultado seja imediato, e sim uma maratona que requer paciência, determinação, preparação e persistência até ter seu percurso concluído.

Eu a exemplo, sonho com o TOPO da montanha. Porém, se no decorrer da minha existência, eu só chegar no meio, em vez de olhar para cima e reclamar por não ter alcançado o cume, vou olhar para baixo e agradecer pelo tanto que caminhei. Até porque, o risco de sonhar pequeno é alcançar nosso objetivo e viver na mediocridade perdendo a oportunidade de ter ido mais longe. (Pensamento relativo e subjetivo)

Por isso, não se engane. Acredite, se a sua caminhada não está fácil, é porque você deve estar no caminho certo, uma vez que todo desconforto nos tira da nossa zona de conforto, da mesmice, prenunciando que vem algo novo. E esse novo sinaliza que você está em movimento, em busca dos seus sonhos, só ainda não compreendeu que, entre o plantar e colher, existe o regar e esperar. Nesse sentido, não acelere ou atropele os processos, pois pode vir a jogar tudo a perder.

Também não questione tanto ou se revolte com os porquês dos acontecimentos e das dificuldades, pois certas respostas só vêm com o tempo. Em certa fase da minha vida pós acidente, em que me tornei 100% dependente, eu também questionei o fato dos meus familiares terem adoecido, como se já não bastasse EU. Para mim, tornou-se o caos, depender, “sem ter” quem cuidasse de mim. Porém, só anos depois eu descobri, que por não ter quem cuidasse de mim, foi que eu me cuidei, por não ter quem me virasse na cama, foi que eu me virei.

Ou seja, às vezes precisamos saber tirar proveito de uma desgraça e não deixar-se ser vencido por ela, porque nada é em vão, ou é benção ou é lição, ocorrendo muitas vezes não para nos PARALISAR, mas sim, para nos IMPULSIONAR na vida, pois se meus pais fossem saudáveis, dificilmente você estaria lendo esse texto ou eu teria dado a volta por cima me tornando o provedor da família. Provavelmente eu permaneceria na cama sem acreditar e prover uma vida diferente. Desse modo, reflita se a sua tragédia ou má fase, na verdade, não está querendo lhe dizer ou convidar para algo maior.

Caso você discorde do meu pensamento, não há problema algum, só não RECLAME – porque não vai adiantar. Mesmo porque, se reclamar resolvesse, eu reclamaria todo dia até voltar a andar. Além disso, reflita novamente, que o prefixo RE corresponde a intensidade e repetição, ou seja, o ato de “REvisitar” significa (visitar 2 vezes), REprovar de ano (fazê-lo novamente), REpensar (pensar profundamente) etc. Logo, REclamar, é CLAMAR por algo intensamente, porém, como toda reclamação é sobre algo ruim, estaremos clamando e suplicando pela permanência ou agravamento de uma má fase e/ou dificuldade.

Entenda, ninguém disse que seria fácil ou imediato. Persista e faça acontecer porque a vida é muito CURTA para ser desperdiçada. Afinal, a moeda mais cara que temos no universo, é a do tempo, pois tem muita gente moribunda que pagaria uma verdadeira fortuna para ter a sua saúde e mais alguns dias de vida para poder curtir a família, uma viagem, uma boa comida ou uma infinidade de possibilidades que o dinheiro não compra, mas que nos são caras.

Enfim, seja grato todo dia, pois assim como tem gente reclamando porque acorda cedo, tem os que agradecem pelo simples fato de acordar. Uma dádiva que pertence a todos os que estão podendo ler este texto, pois enquanto há vida, existe esperança e a oportunidade de mudarmos a rota da nossa existência. Dando a ela sentido e significado para a construção de um legado.

Afinal, vivemos em um universo de possibilidades que, embora nem sempre seja fácil, são nas dificuldades que tiramos os melhores aprendizados. Acredito que um dia estaremos todos velhinhos e viveremos a contar histórias. A questão é: Qual história você quer contar sobre a sua vida?

Saiba que serão os maiores perrengues que teremos o maior orgulho de contar, porque tudo que passou, tornou-se superação uma vez que você continua vivo. Por isso, reescreva copiosamente e conscientemente a sua trajetória, pois segundo Santo Agostinho: O PASSADO é memória e o FUTURO inexistente, logo só nos resta o PRESENTE para fazermos história.

Não RECLAME ou DESISTA – viva o AGORA e faça a DIFERENÇA na sua VIDA. Creia que dias melhores virão, já que não há nenhum mal que perdure para sempre. Lembre-se que tudo é passageiro e, por vezes, não são as circunstancias que precisam mudar, mas sim, a nossa forma de agir e enxergar a vida. Desse modo, simplesmente prossiga… deixe que o tempo esclareça a questão dos porquês e do que há de SER.

Que vida boa, sapo caiu na lagoa…

por Márcio Vaz
palestrante, psicólogo e coach

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Às vezes desejamos a vida dos outros quando, em alguns aspectos, eles vivenciam o que gostaríamos de desfrutar. Seja uma carreira de sucesso, um casamento glamoroso, um corpo bem definido, um rosto harmonioso, uma família integrada, uma situação financeira abundante etc. Afinal, vivemos na Era das GRANDES expectativas, cuja “promessa” mais ofertada é a de uma vida plena e feliz.

Porém, não se engane, porque ninguém acorda sorrindo e belo(a) todo dia. Saiba que aquela foto que você viu na internet em que a pessoa ficou linda, representa uma das duas mil poses que ela fez para sair bonita daquele jeito. Pois existe uma máxima das redes sociais que diz: “Ninguém é tão bela quanto a foto que posta, nem tão feia quanto a foto que é marcada”.

Por isso, não se cobre tanto pelo que é fictício. Você não está sozinho. Tem dias que acordamos sem vontade de fazer nada, mas tudo bem, a vida é assim. Não somos felizes e motivados 24 horas, aceite, não há nada de mal nisso. A vida é a realidade do dia-a-dia e o sofrimento torna-se mais o fruto das nossas falsas expectativas.

Posto isto, recentemente assisti a palestra de um homem bem sucedido, magro, alto, bonito e feliz em seu casamento. Ele morava na casa dos sonhos, tinha filhos perfeitos e se dizia realizado profissionalmente, além de ser inteligente, engraçado, carismático e pelo caminhar da carruagem só faltou dizer que era bem dotado.

O sujeito parecia o modelo de um comercial de margarina, daqueles em que a fartura sobre a mesa não condiz com o corpo fitness ali apresentado. Eu por exemplo, com a metade do banquete à disposição, já teria duplicado o meu peso. Porém, claro, esqueci de mencionar que o palestrante também era dedicado, disciplinado e comprometido com os resultados.

Não sei quanto a vocês, mas eu desconfio de tal plenitude em um universo tão controverso e repleto de adversidades como o nosso. Prefiro crer numa vida dinâmica entre altos e baixos que intercalados aprimoram o nosso processo de aprendizado. Logo, não cultuo a felicidade plena, pois não descarto a necessidade do erro e da perda para o nosso aperfeiçoamento.

Lógico que, também não sou devoto do sofrimento como mecanismo essencial para o nosso crescimento, uma vez que podemos aprender pelo “amor” e pelo acerto, o que muitos insistem em aprender pela “dor” e pelo erro. Porém, para tanto, precisamos ELEVAR o nosso NÍVEL de CONSCIÊNCIA para ficarmos mais atentos ao significado de cada acontecimento. Aprender a trocar o porquê, pelo “paraquê” nos deparamos com certos infortúnios.

Desse modo, sou adepto do maior de todos os aprendizados – o denominado – Faculdade da Vida. Um aprendizado diário que não nos é repassado, mas sim, sentido na pele e bem aproveitado, quando internalizado da maneira correta, gerando reflexão, conscientização e boas tomadas de decisões.

Entendo o desenvolvimento humano como um processo gradativo, cujo resultado passa pelo crivo do nosso – Querer, Acreditar, Agir e, principalmente, se CAPACITAR. Até porque, nada vem de graça e tudo chega ao seu tempo. Não adianta se deparar com a tão sonhada oportunidade, se você não estiver preparado para aproveitá-la. Pois, diz um ditado popular que – “oportunidades são como cavalos selados que muitas vezes passam uma única vez na nossa frente”, porém, de que adianta se deparar com um cavalo selado se você não souber montá-lo?

Nesse sentido, se você trabalha no setor corporativo, saiba que nunca será promovido, se não tiver as devidas competências para o cargo, pois já foi-se a época em que, quem tivesse mais tempo de empresa, era reconhecido e promovido. Atualmente, principalmente em épocas de crise, o mérito é para quem entrega resultados. Logo, não se iluda, se quer crescer, faça por merecer. Dedique parte do seu tempo para se desenvolver, porque se fosse fácil, todo ser humano seria realizado profissionalmente.

Porém, na contramão de uma conquista que é de médio e longo prazo, surge uma promessa de caráter imediato. São alguns Pseudos-Gurus que se apropriam de uma plenitude fictícia para apresenta-la como modelo de vida perfeita e vender seu método para ter alcançado tais resultados. Tornou-se uma verdadeira febre, em que, de cima de um palco, eles ficam ricos, ensinando uma grande MAIORIA que nunca ficará rica – a seguir seus passos.

Serão apenas POUCOS gatos pingados que obterão êxito e servirão como exemplo de que tal método gera resultados. No entanto, o que você talvez não saiba, é que essa turma que se destaca, daria certo com qualquer outro método, pois o sucesso nem sempre é do processo, mas sim, do preparo e das características do sujeito que o emprega.

A exemplo, podemos jogar com um time profissional de futebol e levar uma verdadeira goleada por ser uma expertise que eles dominam. Todavia, existe uma enorme probabilidade de perdermos para esse mesmo time, caso o jogo seja de vôlei, basquete etc. Isso ocorre, pois antes de tudo, tratam-se de atletas profissionais, cujo preparo físico, senso coletivo, resistência e tantas outras competências já estão impregnadas no seu “DNA” (cotidiano).

Nesse sentido, defendo o preparo como divisor de águas para qualquer resultado. Não compartilho da teoria de que “querer é poder”, “todo mundo é capaz” ou “creia que o universo atrai”. O que atrai mesmo são os nossos esforços e estar em movimento constante. Há quem diga que sou um Palestrante Motivacional, mas denomino-me como um Motivador da Alta Performance, pois inspiro pessoas a buscarem resultados através do preparo.

De certo ninguém vai performar bem se não estiver motivado, porém, motivação sem preparo também não leva ninguém a lugar nenhum. Quando motivo uma equipe despreparada, gero atitude em quem não tem conhecimento, mas sem conhecimento dificilmente obtém-se bons resultados. Na Era da informação, não seja um desinformado. Alinhe-se aos novos tempos e invista para o seu crescimento contínuo.

Reflita sobre sua conduta e fuja das propostas de caminhos fáceis contidas em 7 passos, pois em um mundo com tantas repetições, modelos e padrões, quem se destaca são os que agem na contramão do modismo, que representam e assumem a sua identidade, que respeitam e valorizam as suas características, que se aperfeiçoam conforme suas predileções e aptidões. Não perca a sua originalidade ou a oportunidade de deixar sua marca por ser quem é. Afinal, o que lhe torna único é a sua diferença.

Você deseja obter melhores resultados? Então comprometa-se com suas ações e abandone a soneca do seu celular, pois cada 5 minutos a mais dormido, pode ser a diferença que levou seu modelo ou “concorrente” para outro patamar. Valha-se da lei do maior esforço, caso queira ir mais longe. Calcule o preço que você está disposto a pagar para poder alcançar seus objetivos e eleja qual é o seu pódio.

Eu por exemplo, espelho-me no Leandro Karnal como modelo intelectual e profissional do palco, porém, não teria a menor condição física de cumprir metade da sua agenda como palestrante, nem a pretensão intelectual de estudar o mesmo tanto para deter tamanho conhecimento. Portanto, consciente dos meus limites e propósitos, alinho-me aos meus interesses e a minha capacidade para ocupar o MEU espaço.

Compreenda que, toda e qualquer área bem sucedida na vida de uma pessoa, seja o corpo, a profissão, o relacionamento, dentre outros, foi e permanece sendo uma conquista de esforços e sacrifícios diários. Mesmo porque, manter chega a ser mais difícil do que alcançar. Eu que o diga com o meu efeito sanfona, em que emagreço quando quero, mas depois engordo sem querer. Da mesma forma ocorre com um relacionamento ou uma profissão que não se dá “manutenção”, o rendimento baixa e a concorrência lhe toma.

Enfim, nada vem de graça, logo, se você quer conquistar algo, reflita sobre o seu projeto de vida e analise se – O que você tem feito hoje irá lhe levar onde quer chegar? Depois volte a se questionar, se as ações adotadas para alcançar seus objetivos são comportamentos sustentáveis que você está disposto a manter para o resto da sua vida? Porque barriga tanquinho “todo mundo quer ter”, mas permanecer na disciplina da dieta e do exercício físico praticamente todo dia – é o que eu quero ver. Por isso, inveje menos e faça o que precisa ser feito para alcançar certa meta, pois não é a vida do outro que é boa, é a sua que está indisciplinada demais.

OBS: Vida boa é algo relativo e subjetivo. O que é bom para alguns, pode não ser bom para você. Não siga modismo, seja fiel as suas prioridades e aos seus valores para futuramente não se descobrir infeliz por viver a vida dos outros.

O malefício diário de estereótipos de masculinidade

por Sofia Guimarães
estagiária de psicologia do Laboratório de Inclusão

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Recentemente, em um grupo universitário de estudos, foi pedido que criássemos uma pessoa fictícia no quadro, desenhando-a e pontuando suas características pessoais (nome, idade, estado civil, se estuda e/ou trabalha, história familiar, aspectos da personalidade, hobbies, orientação sexual etc). Formados os dois grupos, cada um escolheria duas identidades de gênero diferentes. Pois bem, tal convite faço agora a você, para que imagine duas pessoas, um do gênero masculino e a outra do feminino: Como elas são fisicamente? O que gostam de fazer? Com quem se relacionam? Onde moram? – depois, nomeie cada um, como desejar. Pronto? Agora, peço que troque as identidades de cada: o gênero que você colocou para a primeira será o da segunda pessoa. E então, o que você diria sobre os atuais? Seria possível essas novas pessoas continuarem existindo com as características inseridas anteriormente? – É válida a reflexão, pois, de fato, ser homem e ser mulher carrega tamanha padronização social, quando, na verdade, não se trata de um olhar para o sexo biológico de nascença, mas como, enquanto pessoa, ela subjetivamente se identifica. Realmente, falar de estereótipos masculinos remete, também, aos padrões sociais impostos às mulheres, como normas que ditam o que é ser feminina e o que compete, ou não, a cada gênero fazer e ser.

A partir da leitura da matéria “Como estereótipos de masculinidade afetam a vida e a saúde dos homens”, da Revista Galileu, sob autoria de Nathan Fernandes e publicada em agosto deste ano, tem-se uma recente pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que alerta: “na média mundial, os homens têm menor expectativa de vida, e sob uma análise de 41 países europeus, esse problema é mais grave em locais cujos indicadores socioeconômicos são menos equilibrados entre homens e mulheres, pois eles são mais propensos ao tabagismo, alcoolismo, dieta não saudável e violência.” Diferente de morar em um país com igualdade de gênero, em que os benefícios à saúde e bem-estar do homem são: “menores taxas de mortalidade, metade do risco de depressão, maior chance de fazer sexo com proteção, menores taxas de suicídio e 40% a menos de risco de morrer de forma violenta”, destacam os pesquisadores. Além de que, no Brasil, a maioria dos usuários dos serviços de saúde são as mulheres, enquanto os únicos serviços em que os homens prevalecem em número são os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), voltados à saúde mental e ao abuso de álcool e outras drogas.

Como um dos entrevistados afirma: “aceitar a sensibilidade masculina é uma provocação nova, e é bacana a gente reconsiderar valores. O rosa é uma cor bonita, usar saia é confortável, chorar é um alívio… São coisas naturais, mas que, por conta de conceitos engessados, a gente não se permite sentir, e isso faz mal para nós mesmos. Por uma construção colonial, a gente foi condicionado ao serviço braçal, à virilidade. A gente tem que ser forte, tem que ser insensível, mesmo que isso nos afete” (SIC). Além disso, os meios de socialização masculinos são muito mais pobres em relação aos das mulheres, em que são comuns conversas sobre frustrações e angústias, como explica um psicólogo convidado: “o ato de falar é um ato de elaboração; quando você fala a coisa passa a existir. Mas a maioria dos homens não falam de sentimentos, eles não elaboram. Aí quando vão discutir com as mulheres, elas os deixam no chinelo, porque provavelmente já conversaram sobre o assunto. A violência, que não é só física, passa a ser um último recurso, e os homens usam a agressividade como forma de proteção” (SIC). E isso é bem grave.

Portanto, com essa síntese espero que este texto possa ser o pontapé inicial para a reflexão e abertura a debates construtivos, pois precisamos falar do quão adoecedor é enquadrar o sujeito em um padrão subjetivo que não o pertence espontaneamente, que o sufoca, o desconfigura e o distingue da sua real essência, seja ele de qual identidade de gênero for. É como contém na matéria: “socialmente, o patriarcado e o machismo facilitam a vida do homem, mas geram uma série de angústias e um sentimento de confusão”. Por uma sociedade com equidade, sem códigos de barras nem taxas nominativas de enquadramento supérfluo: somos pessoas, não reféns de rótulos.

Siga na direção correta

por Márcio Vaz
palestrante, psicólogo e coach

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A vida é cíclica, tudo gira, nada é estável. Logo, se você estiver enfrentando uma dificuldade, SE ACALME, porque irá passar. Assim como, se você estiver atravessando uma boa fase, APROVEITA, porque também irá passar.

No entanto, saiba que o seu presente é fruto das suas ações passadas e que, o seu futuro, dependerá das suas ações presentes. Por isso, se você acredita na lei de causa e efeito, em que tudo volta, CUIDADO, pois o que você planta hoje irá lhe CONFORTAR ou ASSOMBRAR amanhã.

Reflita, o que você tem plantado? Faça o que precisa ser feito para que o seu sonho seja realizado. Pare de QUERER e comece a FAZER. Porém, antes de planejar o COMO você vai alcançar seu sonho, preocupe-se mais em ter clareza sobre O QUE você quer verdadeiramente para sua vida. Pois de nada adianta o AGIR se a DIREÇÃO estiver errada.

Sendo assim, ajuste seu rumo, porque uma vez na direção correta, cedo ou tarde, a vitória é certa. Afinal, na vida pessoal, o Faixa Preta é o Faixa Branca que não desistiu e continuou treinando. Já no universo corporativo, a Grande Empresa é a Pequena que persistiu e fez a coisa certa. Em ambos os casos, tudo se resume numa questão de tempo, persistência e preparo.

Enfim, o plantio é opcional, mas a colheita é inevitável. Ninguém planta feijão e colhe milho. Desse modo, empregue sua cota de sacrifício e cultive o mérito dos seus esforços. No final, todos nós iremos cruzar a nossa linha de chegada, mas só irá festejar quem percorreu a trilha certa de forma correta.

Pense nisso.

Lab Convida #1: Projeto Cirandas, com Profª Susana

Este é o nosso Lab Convida! Um programa de entrevistas, idealizado e realizado pelo Laboratório de Inclusão, sempre sobre assuntos especiais com convidados ilustres! É a diversidade propagando a informação.

Nesta primeira edição, nossa entrevistada foi a psicóloga e professora universitária Susana. O assunto abordado foi o Projeto Cirandas, uma ação realizada com crianças institucionalizadas. Este é um trabalho do Laboratório de Relações Interpessoais – LABRI, da Universidade Federal do Ceará – UFC, no Abrigo Tia Júlia, da Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos – SPS, do Governo do Estado do Ceará.

Assista na íntegra e saiba mais sobre o trabalho com crianças que estão em processo de acolhimento e adoção!

 

 

 

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FICHA TÉCNICA

Coordenação:
João Monteiro

Edição:
Artur Mendonça

Apoio:
Leidiane Costa
Sofia Guimarães

Apresentação:
Paola Azevedo
Davi Menezes

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CONTATOS

Laboratório de Inclusão:
Instagram – @labdeinclusao
Facebook – @labdeinclusao
Blog – laboratoriodeinclusao.wordpress.com

LABRI/UFC:
Instagram – @labriufc
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Ter ou manter: Eis a questão.

por Márcio Vaz
palestrante, psicólogo e coach

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No universo das fábulas, conta-se a história da lebre e da tartaruga que nos faz refletir sobre o tempo e a relação entre intensidade versus consistência. Prestes a disputarem uma corrida, o coelho vangloriava-se da sua velocidade e a tartaruga confiava-se na sua resistência. Dada a partida, a lebre dispara na frente rapidamente e a tartaruga sai lentamente em direção a meta a ser alcançada (o ponto de chegada).

No meio do percurso, como a lebre mantinha vasta vantagem, resolveu parar para descansar. Porém, acabou dormindo e a tartaruga mesmo com seus passos lentos, recuperou a distância e ultrapassou a linha de chegada à sua frente. Como lição de moral, fica a reflexão de que: “Devagar se vai ao longe”.

Lógico que, se a disputa fosse num percurso curto de 100 metros, a tartaruga não teria a menor chance. No entanto, como o trajeto era longo, venceu a resistência e o foco. Assim acontece na nossa existência. Afinal, a vida não é uma corrida de 100 metros, mas sim, uma maratona que exige de nós muita consistência para não desistirmos do que nos propomos a Fazer.

Agora, a questão é: Quem de fato eu quero e devo ser para alcançar meus objetivos? Rápido e intenso como a lebre, ou confiante e consistente como a tartaruga? Bem, creio que não exista uma única resposta, porque podemos ser um mix de competências, respeitando nossas características e diferenças. Porém, tenho notado cada vez mais, que a consistência tem levado vantagem diante da intensidade, pois, recebo diariamente, clientes que relatam inúmeras e intensas tentativas sobre algo que é abandonado antes de ser alcançado.

Por isso, entendo que, rápido ou devagar, o importante mesmo é iniciar e realizar o seu objetivo – com persistência. Pois, mais relevante do que ter iniciativa, é gerar “acabativas”. Dar começo, meio e fim aos nossos projetos de vida. Para tanto, devemos começar o trajeto de qualquer jeito, sem desculpas ou justificativas, pois todos que se propuserem a caminhar numa mesma direção, uma hora chegarão ao mesmo lugar, ainda que em tempos diferentes. Logo, acredito, que mais interessante do que alcançar uma meta, é conseguir manter-se nela.

Nesse sentido, seguir em ritmo excessivamente acelerado, pode nos roubar a oportunidade de olhar para o lado e aproveitar o trajeto. Assim como, a extrema lentidão, pode adiar ou aniquilar as nossas realizações. O ideal mesmo é que cada um encontre seu ritmo e equilíbrio. Posto isto, mantenha-se sempre consistente, mas reavalie constantemente, se o seu passo está de acordo com o seu prazo e executado de forma sustentável.

Até porque, de que adianta perder peso rapidamente com a “dieta da alface”, se você não conseguirá passar o resto da sua vida só comendo folhas? Logo, fazer uma reeducação alimentar, manter uma boa disciplina de exercícios e cuidar dos seus aspectos emocionais, pode sustentar melhor os seus resultados a longo prazo.

É por isso que não adianta correr tanto, porque chegar antes não é sinônimo de sustentabilidade. A vida acaba sendo como uma viagem de carro, em que o excesso de velocidade pode representar um perigo. Nesse caso, já diz o ditado: “Antes tarde do que nunca”. O melhor mesmo é diminuir o giro para não correr riscos. Ou seja, o importante é chegar vivo.

São tantos os casos, que não existe uma fórmula específica. Cada pessoa deve ajustar o seu ritmo respeitando seus aspectos biopsicossociais (corpo, mente e contexto inserido). Devemos compreender ainda, a subjetividade humana e a relatividade do tempo para dele tirar o melhor proveito. Pois, não existe um padrão ideal entre correr e se arrastar, cabendo-nos através do autoconhecimento e da análise das circunstâncias, saber a hora de acelerar e frear.

Enfim, caso você esteja cansado de recomeçar, é chegada a hora de parar de desistir. Aprenda a dar início, meio e fim aos seus projetos. Pois o tempo está passando e o seu prazo de validade acabando. Uma hora você irá olhar trás e se questionar sobre o que faltou para poder realizar seus sonhos? Logo, rápido ou devagar, respeite seu ritmo, mas não desista dos seus verdadeiros SONHOS, porque independentemente de cedo ou tarde, o mais importante será realiza-los.

Aprendemos pelo amor ou pela dor

por Márcio Vaz
palestrante, psicólogo e coach

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Corroboro piamente com esse conceito de que podemos tirar proveito de tudo. Trata-se da sábia filosofia de se aprender pela dor ou pelo amor. Lógico que, se pudermos optar, iremos escapar do sofrimento para aprendermos pelos exemplos de acertos e erros dos outros. Porém, como nem tudo está sob o nosso controle, teremos que enfrentar inúmeros dilemas e desafios, tanto pessoais, quanto profissionais.

No entanto, vivemos numa cultura de aparências em que mascaramos nossas fraquezas e abominamos nossos fracassos – por entender que é feio errar e/ou fraquejar. Nesse sentido, as PESSOAS passam a se APRESENTAR FORTES e BEM SUCEDIDAS, mas é no refúgio dos seus lares que tendem a encarar a triste realidade de que são igualmente vulneráveis.

Por conta disso, passamos a acreditar que somos uma fraude e começamos a seguir outras personalidades que, aparentemente, também se mostram como exemplos da tal alta performance que tanto queremos alcançar. São os vulgos – Picas das Galáxias, que se dizem felizes em todos os pilares da vida, gerando, às vezes, altas expectativas que podem desencadear sérios níveis de frustração na mente de muitos dos que os seguem e não conseguem alcançar os mesmos resultados. Por isso, vivemos na Era dos empreendedores de palco, em que o produto mais vendido tem sido a ESPERANÇA.

Eu, particularmente, evito eleger padrões e modelos a serem seguidos, pois acredito que o que nos torna especiais e únicos são as nossas diferenças. Penso igualmente, que o que nos faz fortes, não são os exemplos de alta performance, mas sim, o enfrentamento dos nossos tormentos. Até porque, não existem modelos de perfeição absoluta. Posso ser um excelente exemplo de profissional, mas um péssimo pai, marido ou filho.

Portanto, pense nisso, não precisamos ser ou ter heróis a nos ajudar, basta nos concebermos simplesmente humanos e aprender a performar entre altos e baixos. Afinal, não vejo nada de mal em fraquejarmos ou fracassarmos, pelo contrário, enxergo nas derrotas, uma excelente oportunidade de aprendizado, onde passamos a ser verdadeiros exemplos, quando compreendidos como normais, sem tanto distanciamento dos demais.

Então, não queira aparentar ou se tornar algo tão fora do normal, porque o maior bem que você pode transferir para alguém – é o seu CAPITAL de EXPERIÊNCIA – que é composto por muitas vitórias, mas também inúmeras derrotas, dores, fracassos, lágrimas, fraquezas, desistências etc. Logo, compreenda, que ao nos apresentarmos plenos perante aos outros, por vezes, nós os apequenamos ou geramos a falsa expectativa de uma perfeição inalcançável.

Assim sendo, passemos uma ideia de igualdade, em vez de superioridade, para evitarmos levar a estranha sensação de inferioridade. Não dá para ser estável toda vida, uma vez que nossos dias são inconstantes e cheios de variáveis. Um dia ganho e no outro perco, mas o importante é compreender que em ambos eu aprendo.

Só com uma cultura que aceita a fraqueza e confronta o fracasso é que iremos aproveitar o verdadeiro processo de aprendizado, como um movimento concreto de transformação. Até porque, nem só de teoria vive o “homem/mulher”, temos que enfrentar nossos medos e desafios, para domarmos nossos leões internos que rugem por mudanças.

Por isso, PRATIQUE mais a sua CORAGEM e menos a sua IDOLATRIA, pois, ensinar, todos nos ensinam, sejam com exemplos louváveis ou deploráveis. Ou seja, quando alguém faz algo que admiro, eu reproduzo e copio, mas, quando fazem algo que condeno, aprendo ao não reproduzir o mesmo erro. Porém, esteja sempre atento(a) e aberto(a) ao autoconhecimento, porque tem gente que condena certos comportamentos que pratica.

Enfim, seja protagonista da sua vida. Não procure fórmulas mágicas baseadas em 7 passos. Encontre apenas soluções para os seus problemas enfrentado seus medos sem ter receio de errar, falhar ou preocupado com que os outros vão pensar. Vivemos atualmente, o maior paradigma da natureza humana. Pois, pela lógica natural da vida, nascemos para nos tornarmos independentes. No entanto, nunca estivemos tão dependentes de gurus, padrões e modelos que norteiem nossos sonhos e passos.

Lembre-se, olhe para onde todo mundo está olhando, mas enxergue o que poucos estão enxergando. Se conscientize e acredite mais em você, para aprender diariamente com a Faculdade da VIDA.