Resultado da 2ª fase do processo seletivo para estágio universitário na SPS

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O Laboratório de Inclusão seleciona 105 estudantes para participar da 3ª fase do processo seletivo do edital de 001/2019 para estágio universitário na Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS), que irão exercer suas atividades na sede e em unidades da SPS.

Os candidatos deverão comparecer à entrevista no Laboratório de Inclusão da SPS (Rua Soriano Albuquerque, 230 – Joaquim Távora) de acordo com dia e horário divulgados na lista abaixo; em caso de falta, os candidatos estarão sujeitos à eliminação por não comparecimento.

Mais informações nos telefones 3101-2123, 3101-4583 ou no e-mail labdeinclusao@gmail.com.

CONFIRA AQUI A LISTA DE APROVADOS DA 2ª FASE.

Resultado da 1ª fase do processo seletivo para estágio universitário na SPS

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O Laboratório de Inclusão seleciona 212 estudantes para participar da 2ª fase do processo seletivo do edital 001/2019 para estágio universitário da Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos – SPS.

Os candidatos devem comparecer ao auditório da SPS (Rua Soriano Albuquerque, 230 – Joaquim Távora), nos seus respectivos dias e horários informados na lista abaixo, para participar da dinâmica de grupo e redação; caso contrário, estarão sujeitos à eliminação por não comparecimento. Os candidatos devem portar caneta esferográfica preta ou azul para realizar a prova.

Mais informações nos telefones 3101.2123, 3101.4583 ou no e-mail labdeinclusao@gmail.com.

CONFIRA AQUI OS CANDIDATOS APROVADOS PARA A 2ª FASE DO PROCESSO SELETIVO.

Abertas as inscrições para processo seletivo para estágio universitário com bolsa na SPS

Processo seletivo SPS

O Laboratório de Inclusão da Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos – SPS está com 32 vagas abertas para estágio universitário com bolsa. Estudantes de Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciências Contábeis, Direito, Enfermagem, Fisioterapia, Jornalismo, Pedagogia, Psicologia, Redes de Computadores e Serviço Social, que estiverem no mínimo com 50% dos créditos cursados e estudarem em uma das faculdades conveniadas, podem participar.

Os interessados, obedecendo o edital (publicado em Diário Oficial do Estado no dia 26/12/2019, caderno 2, página 117), devem inscrever-se pelo site da SPS (https://www.sps.ce.gov.br > SERVIÇOS > SISTEMAS > Cadastro de Currículo – Laboratório de Inclusão) e finalizar sua inscrição presencialmente no Laboratório de Inclusão, das 8h às 11h e das 13h às 16h, de segunda à sexta-feira. As vagas serão destinadas para unidades de acolhimento e vulnerabilidade social, sede, unidade de crianças e unidade de idosos. As inscrições ocorrerão até o dia 31 de janeiro, de acordo com a Portaria nº 688/2019 do Diário Oficial do Estado do dia 03/01/2020, página 17.

DISTRIBUIÇÃO DAS VAGAS:
Administração – 1 vaga
Análise e Desenvolvimento de Sistemas – 1 vaga
Ciências Contábeis – 2 vagas
Direito – 3 vagas
Enfermagem – 2 vagas
Fisioterapia – 2 vagas
Jornalismo – 1 vaga
Pedagogia – 5 vagas
Psicologia – 6 vagas
Redes de Computadores – 1 vaga
Serviço Social – 8 vagas

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA NO ATO DA INSCRIÇÃO:
– Ficha de inscrição devidamente preenchida (no site acima)
– 1 foto 3×4 atualizada
– Histórico escolar atualizado
– RG (Cópia simples)
– CPF (Cópia simples)
– Título de eleitor (Cópia simples)
Comprovante de quitação eleitoral (Cópia simples)
– Comprovante de endereço atualizado (Cópia simples)
– Dados do cônjuge (Se for casado(a)) (Cópia simples)
– Laudo médico (Em caso de pessoa com deficiência) (Cópia simples)

SERVIÇO:
Inscrições para processo seletivo para estágio universitário com bolsa na SPS
Onde: Laboratório de Inclusão, na Rua Soriano Albuquerque, 230 – Joaquim Távora
Mais informações: (85) 3101.2123 / 3101.4583 ou labdeinclusao@gmail.com

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Vilões versus Heróis

por Márcio Vaz
palestrante, psicólogo e coach

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Hoje assisti ao filme CORINGA, indicação de uma amiga. Fui com resistência, porque não sou fã de “ficção”, mas tive uma grata surpresa, pois a trama nos traz uma reflexão muito interessante sobre – A CONSTRUÇÃO de um “VILÃO”. Até então, “nós” nos identificamos com os heróis, porém, depende aqui, de que “NÓS” eu estou falando, uma vez que me trago como referência – Homem branco de bairro nobre e relativo poder aquisitivo. O estereótipo da maioria dos mocinhos.

Inicialmente, pensei que o filme representasse a ficção do universo dos quadrinhos, mas estava enganado, pois me dei conta de que se tratava da nossa triste realidade social. A verdade de uma esmagadora maioria que vive à margem da sociedade, esquecida como um fantasma social.

Mediante reflexão, fiz analogia do filme ao falecimento de Augusto Liberato, conhecido por nós como Gugu, devido a sua vasta vida pública nos entretendo com sua programação nas tardes de domingo etc. Diante de um acontecimento trágico, presenciamos nas mídias essa semana, muitas manifestações consternadas, por termos perdido um homem talentoso, relativamente jovem (60), pai de família e com uma carreira brilhante que lhe rendeu muito destaque e uma vida abundante.

De fato, Gugu foi um grande homem, excelente profissional e muito carismático, cujo ocorrido nos comove, por se tratar de uma VIDA conhecida. Porém, diariamente perdemos inúmeros pais de famílias, com uma vida não tão glamorosa, mas que também são pessoas do bem e que deixam saudades para os que ficam. Talvez estes façam uma falta ainda mais dolorosa aos seus, pois muitas vezes são os únicos provedores de uma família pobre que habita na periferia.

As mortes são de causas variadas, mas, porém, contudo e todavia, as notícias não nos comovem tanto, porque a maioria não carrega consigo “A CAPA DO SUPER HERÓI”. Ou seja, a pele branca, os olhos claros e a carreira bem-sucedida que nos atribui status e o título de NOTORIEDADE, uma vez que só poucos são NOTADOS, enquanto a grande maioria passa DESPERCEBIDA.

O filme do Coringa, é um verdadeiro tapa na cara da sociedade. Apesar de eu ser Psicólogo e analisar o sujeito no seu aspecto biopsicossocial, vou abster-me aqui da análise do fator patológico do personagem, para concentrar-me no contexto ao qual ele estava inserido. Que envolve uma assistência social precária, uma estrutura familiar complexa, muito preconceito, baixo poder aquisitivo, descaso governamental dentre outros.

Não quero defender uma teoria absolutista de que o “homem” seja 100% fruto do meio, mas o filme mostra o poder que tal influência exerce na vida das pessoas e de certa forma nos faz repensar se existe de fato um herói e um algoz na trama do Batman versus Coringa. Ou seja, até então, conhecíamos a triste história de Bruce Wayne, um menino órfão de pais ricos, vítima da violência urbana, que na sua fase adulta decide travar uma batalha contra os seus arquirrivais do “mal”. Batman este, branco, rico, bonitão etc.

Já o Coringa conhecido por “NÓS” como vilão, no final do filme, tornou-se herói sob o olhar de uma grande maioria que se identifica com a mesma dor e humilhação, o mesmo descaso e as inúmeras batalhas do dia-a-dia. O autor do filme, nos apresenta uma nova perspectiva. Pois assim como o Batman, o Coringa também se constrói e se vinga – por se sentir MORTO em VIDA (vítima/órfão/invisível). Ele se revolta e devolve ao mundo, a violência que sempre recebeu, se fazendo percebido.

Não creio que possamos chegar a tanto, em que os meios possam vir a justificar os fins, vice-versa. Nem posso compactuar com a violência de qualquer tipo de natureza. Mas fica o alerta de que, lutar por uma sociedade mais justa e menos preconceituosa, fará grande diferença na diminuição da violência. Temos que aprender a respeitar cada vez mais as diferenças. Valorizar o humano acima do seu status, etnia, sexualidade e aparência.

Não sei qual é a reflexão e lição que cada um retira do enredo desse filme. Mas, imagino que, no mínimo, de agora em diante, muitos possam enxergar a luta do Batman e do Coringa, como um confronto entre duas VÍTIMAS. Até porque, muitos vilões um dia já foram vítimas. Muitos que erraram, um dia já quiseram acertar e se sentirem aceitos.

Por isso, vamos evitar o descaso, o preconceito e tudo mais que possa vir a restringir a vontade do outro de existir, ser visto, reconhecido e encontrar significado e propósito para sua existência. Afinal, ninguém nasce querendo SER o Coringa, apenas pode se TORNAR após alguns percalços na vida.

Não se auto sabote

por Márcio Vaz
palestrante, psicólogo e coach

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Muitas pessoas desistem dos seus sonhos porque um dia se iludiram que seria fácil conquistá-los. Foram desiludidas não pela realidade, mas sim, por suas falsas expectativas. Sonharam com a carreira meteórica, o sucesso imediato, o príncipe ou a princesa encantada, porém, caíram do cavalo, quando descobriram que, na maioria das vezes, a fábula era invertida, pois começaram a beijar o príncipe que com o tempo se tornou sapo (Vice-versa).

Não quero dizer aqui, que devemos parar de sonhar ou sonhar pequeno, pelo contrário, pois como bem disse Jorge Paulo Lemann: “Sonhar grande ou sonhar pequeno dá o mesmo trabalho”. Logo, podemos sonhar grande, mas devemos iniciar com pequenos passos e valorizar cada pequena conquista, porque a vida não é uma corrida de 100 metros para que o resultado seja imediato, e sim uma maratona que requer paciência, determinação, preparação e persistência até ter seu percurso concluído.

Eu a exemplo, sonho com o TOPO da montanha. Porém, se no decorrer da minha existência, eu só chegar no meio, em vez de olhar para cima e reclamar por não ter alcançado o cume, vou olhar para baixo e agradecer pelo tanto que caminhei. Até porque, o risco de sonhar pequeno é alcançar nosso objetivo e viver na mediocridade perdendo a oportunidade de ter ido mais longe. (Pensamento relativo e subjetivo)

Por isso, não se engane. Acredite, se a sua caminhada não está fácil, é porque você deve estar no caminho certo, uma vez que todo desconforto nos tira da nossa zona de conforto, da mesmice, prenunciando que vem algo novo. E esse novo sinaliza que você está em movimento, em busca dos seus sonhos, só ainda não compreendeu que, entre o plantar e colher, existe o regar e esperar. Nesse sentido, não acelere ou atropele os processos, pois pode vir a jogar tudo a perder.

Também não questione tanto ou se revolte com os porquês dos acontecimentos e das dificuldades, pois certas respostas só vêm com o tempo. Em certa fase da minha vida pós acidente, em que me tornei 100% dependente, eu também questionei o fato dos meus familiares terem adoecido, como se já não bastasse EU. Para mim, tornou-se o caos, depender, “sem ter” quem cuidasse de mim. Porém, só anos depois eu descobri, que por não ter quem cuidasse de mim, foi que eu me cuidei, por não ter quem me virasse na cama, foi que eu me virei.

Ou seja, às vezes precisamos saber tirar proveito de uma desgraça e não deixar-se ser vencido por ela, porque nada é em vão, ou é benção ou é lição, ocorrendo muitas vezes não para nos PARALISAR, mas sim, para nos IMPULSIONAR na vida, pois se meus pais fossem saudáveis, dificilmente você estaria lendo esse texto ou eu teria dado a volta por cima me tornando o provedor da família. Provavelmente eu permaneceria na cama sem acreditar e prover uma vida diferente. Desse modo, reflita se a sua tragédia ou má fase, na verdade, não está querendo lhe dizer ou convidar para algo maior.

Caso você discorde do meu pensamento, não há problema algum, só não RECLAME – porque não vai adiantar. Mesmo porque, se reclamar resolvesse, eu reclamaria todo dia até voltar a andar. Além disso, reflita novamente, que o prefixo RE corresponde a intensidade e repetição, ou seja, o ato de “REvisitar” significa (visitar 2 vezes), REprovar de ano (fazê-lo novamente), REpensar (pensar profundamente) etc. Logo, REclamar, é CLAMAR por algo intensamente, porém, como toda reclamação é sobre algo ruim, estaremos clamando e suplicando pela permanência ou agravamento de uma má fase e/ou dificuldade.

Entenda, ninguém disse que seria fácil ou imediato. Persista e faça acontecer porque a vida é muito CURTA para ser desperdiçada. Afinal, a moeda mais cara que temos no universo, é a do tempo, pois tem muita gente moribunda que pagaria uma verdadeira fortuna para ter a sua saúde e mais alguns dias de vida para poder curtir a família, uma viagem, uma boa comida ou uma infinidade de possibilidades que o dinheiro não compra, mas que nos são caras.

Enfim, seja grato todo dia, pois assim como tem gente reclamando porque acorda cedo, tem os que agradecem pelo simples fato de acordar. Uma dádiva que pertence a todos os que estão podendo ler este texto, pois enquanto há vida, existe esperança e a oportunidade de mudarmos a rota da nossa existência. Dando a ela sentido e significado para a construção de um legado.

Afinal, vivemos em um universo de possibilidades que, embora nem sempre seja fácil, são nas dificuldades que tiramos os melhores aprendizados. Acredito que um dia estaremos todos velhinhos e viveremos a contar histórias. A questão é: Qual história você quer contar sobre a sua vida?

Saiba que serão os maiores perrengues que teremos o maior orgulho de contar, porque tudo que passou, tornou-se superação uma vez que você continua vivo. Por isso, reescreva copiosamente e conscientemente a sua trajetória, pois segundo Santo Agostinho: O PASSADO é memória e o FUTURO inexistente, logo só nos resta o PRESENTE para fazermos história.

Não RECLAME ou DESISTA – viva o AGORA e faça a DIFERENÇA na sua VIDA. Creia que dias melhores virão, já que não há nenhum mal que perdure para sempre. Lembre-se que tudo é passageiro e, por vezes, não são as circunstancias que precisam mudar, mas sim, a nossa forma de agir e enxergar a vida. Desse modo, simplesmente prossiga… deixe que o tempo esclareça a questão dos porquês e do que há de SER.

Que vida boa, sapo caiu na lagoa…

por Márcio Vaz
palestrante, psicólogo e coach

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Às vezes desejamos a vida dos outros quando, em alguns aspectos, eles vivenciam o que gostaríamos de desfrutar. Seja uma carreira de sucesso, um casamento glamoroso, um corpo bem definido, um rosto harmonioso, uma família integrada, uma situação financeira abundante etc. Afinal, vivemos na Era das GRANDES expectativas, cuja “promessa” mais ofertada é a de uma vida plena e feliz.

Porém, não se engane, porque ninguém acorda sorrindo e belo(a) todo dia. Saiba que aquela foto que você viu na internet em que a pessoa ficou linda, representa uma das duas mil poses que ela fez para sair bonita daquele jeito. Pois existe uma máxima das redes sociais que diz: “Ninguém é tão bela quanto a foto que posta, nem tão feia quanto a foto que é marcada”.

Por isso, não se cobre tanto pelo que é fictício. Você não está sozinho. Tem dias que acordamos sem vontade de fazer nada, mas tudo bem, a vida é assim. Não somos felizes e motivados 24 horas, aceite, não há nada de mal nisso. A vida é a realidade do dia-a-dia e o sofrimento torna-se mais o fruto das nossas falsas expectativas.

Posto isto, recentemente assisti a palestra de um homem bem sucedido, magro, alto, bonito e feliz em seu casamento. Ele morava na casa dos sonhos, tinha filhos perfeitos e se dizia realizado profissionalmente, além de ser inteligente, engraçado, carismático e pelo caminhar da carruagem só faltou dizer que era bem dotado.

O sujeito parecia o modelo de um comercial de margarina, daqueles em que a fartura sobre a mesa não condiz com o corpo fitness ali apresentado. Eu por exemplo, com a metade do banquete à disposição, já teria duplicado o meu peso. Porém, claro, esqueci de mencionar que o palestrante também era dedicado, disciplinado e comprometido com os resultados.

Não sei quanto a vocês, mas eu desconfio de tal plenitude em um universo tão controverso e repleto de adversidades como o nosso. Prefiro crer numa vida dinâmica entre altos e baixos que intercalados aprimoram o nosso processo de aprendizado. Logo, não cultuo a felicidade plena, pois não descarto a necessidade do erro e da perda para o nosso aperfeiçoamento.

Lógico que, também não sou devoto do sofrimento como mecanismo essencial para o nosso crescimento, uma vez que podemos aprender pelo “amor” e pelo acerto, o que muitos insistem em aprender pela “dor” e pelo erro. Porém, para tanto, precisamos ELEVAR o nosso NÍVEL de CONSCIÊNCIA para ficarmos mais atentos ao significado de cada acontecimento. Aprender a trocar o porquê, pelo “paraquê” nos deparamos com certos infortúnios.

Desse modo, sou adepto do maior de todos os aprendizados – o denominado – Faculdade da Vida. Um aprendizado diário que não nos é repassado, mas sim, sentido na pele e bem aproveitado, quando internalizado da maneira correta, gerando reflexão, conscientização e boas tomadas de decisões.

Entendo o desenvolvimento humano como um processo gradativo, cujo resultado passa pelo crivo do nosso – Querer, Acreditar, Agir e, principalmente, se CAPACITAR. Até porque, nada vem de graça e tudo chega ao seu tempo. Não adianta se deparar com a tão sonhada oportunidade, se você não estiver preparado para aproveitá-la. Pois, diz um ditado popular que – “oportunidades são como cavalos selados que muitas vezes passam uma única vez na nossa frente”, porém, de que adianta se deparar com um cavalo selado se você não souber montá-lo?

Nesse sentido, se você trabalha no setor corporativo, saiba que nunca será promovido, se não tiver as devidas competências para o cargo, pois já foi-se a época em que, quem tivesse mais tempo de empresa, era reconhecido e promovido. Atualmente, principalmente em épocas de crise, o mérito é para quem entrega resultados. Logo, não se iluda, se quer crescer, faça por merecer. Dedique parte do seu tempo para se desenvolver, porque se fosse fácil, todo ser humano seria realizado profissionalmente.

Porém, na contramão de uma conquista que é de médio e longo prazo, surge uma promessa de caráter imediato. São alguns Pseudos-Gurus que se apropriam de uma plenitude fictícia para apresenta-la como modelo de vida perfeita e vender seu método para ter alcançado tais resultados. Tornou-se uma verdadeira febre, em que, de cima de um palco, eles ficam ricos, ensinando uma grande MAIORIA que nunca ficará rica – a seguir seus passos.

Serão apenas POUCOS gatos pingados que obterão êxito e servirão como exemplo de que tal método gera resultados. No entanto, o que você talvez não saiba, é que essa turma que se destaca, daria certo com qualquer outro método, pois o sucesso nem sempre é do processo, mas sim, do preparo e das características do sujeito que o emprega.

A exemplo, podemos jogar com um time profissional de futebol e levar uma verdadeira goleada por ser uma expertise que eles dominam. Todavia, existe uma enorme probabilidade de perdermos para esse mesmo time, caso o jogo seja de vôlei, basquete etc. Isso ocorre, pois antes de tudo, tratam-se de atletas profissionais, cujo preparo físico, senso coletivo, resistência e tantas outras competências já estão impregnadas no seu “DNA” (cotidiano).

Nesse sentido, defendo o preparo como divisor de águas para qualquer resultado. Não compartilho da teoria de que “querer é poder”, “todo mundo é capaz” ou “creia que o universo atrai”. O que atrai mesmo são os nossos esforços e estar em movimento constante. Há quem diga que sou um Palestrante Motivacional, mas denomino-me como um Motivador da Alta Performance, pois inspiro pessoas a buscarem resultados através do preparo.

De certo ninguém vai performar bem se não estiver motivado, porém, motivação sem preparo também não leva ninguém a lugar nenhum. Quando motivo uma equipe despreparada, gero atitude em quem não tem conhecimento, mas sem conhecimento dificilmente obtém-se bons resultados. Na Era da informação, não seja um desinformado. Alinhe-se aos novos tempos e invista para o seu crescimento contínuo.

Reflita sobre sua conduta e fuja das propostas de caminhos fáceis contidas em 7 passos, pois em um mundo com tantas repetições, modelos e padrões, quem se destaca são os que agem na contramão do modismo, que representam e assumem a sua identidade, que respeitam e valorizam as suas características, que se aperfeiçoam conforme suas predileções e aptidões. Não perca a sua originalidade ou a oportunidade de deixar sua marca por ser quem é. Afinal, o que lhe torna único é a sua diferença.

Você deseja obter melhores resultados? Então comprometa-se com suas ações e abandone a soneca do seu celular, pois cada 5 minutos a mais dormido, pode ser a diferença que levou seu modelo ou “concorrente” para outro patamar. Valha-se da lei do maior esforço, caso queira ir mais longe. Calcule o preço que você está disposto a pagar para poder alcançar seus objetivos e eleja qual é o seu pódio.

Eu por exemplo, espelho-me no Leandro Karnal como modelo intelectual e profissional do palco, porém, não teria a menor condição física de cumprir metade da sua agenda como palestrante, nem a pretensão intelectual de estudar o mesmo tanto para deter tamanho conhecimento. Portanto, consciente dos meus limites e propósitos, alinho-me aos meus interesses e a minha capacidade para ocupar o MEU espaço.

Compreenda que, toda e qualquer área bem sucedida na vida de uma pessoa, seja o corpo, a profissão, o relacionamento, dentre outros, foi e permanece sendo uma conquista de esforços e sacrifícios diários. Mesmo porque, manter chega a ser mais difícil do que alcançar. Eu que o diga com o meu efeito sanfona, em que emagreço quando quero, mas depois engordo sem querer. Da mesma forma ocorre com um relacionamento ou uma profissão que não se dá “manutenção”, o rendimento baixa e a concorrência lhe toma.

Enfim, nada vem de graça, logo, se você quer conquistar algo, reflita sobre o seu projeto de vida e analise se – O que você tem feito hoje irá lhe levar onde quer chegar? Depois volte a se questionar, se as ações adotadas para alcançar seus objetivos são comportamentos sustentáveis que você está disposto a manter para o resto da sua vida? Porque barriga tanquinho “todo mundo quer ter”, mas permanecer na disciplina da dieta e do exercício físico praticamente todo dia – é o que eu quero ver. Por isso, inveje menos e faça o que precisa ser feito para alcançar certa meta, pois não é a vida do outro que é boa, é a sua que está indisciplinada demais.

OBS: Vida boa é algo relativo e subjetivo. O que é bom para alguns, pode não ser bom para você. Não siga modismo, seja fiel as suas prioridades e aos seus valores para futuramente não se descobrir infeliz por viver a vida dos outros.

O malefício diário de estereótipos de masculinidade

por Sofia Guimarães
estagiária de psicologia do Laboratório de Inclusão

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Recentemente, em um grupo universitário de estudos, foi pedido que criássemos uma pessoa fictícia no quadro, desenhando-a e pontuando suas características pessoais (nome, idade, estado civil, se estuda e/ou trabalha, história familiar, aspectos da personalidade, hobbies, orientação sexual etc). Formados os dois grupos, cada um escolheria duas identidades de gênero diferentes. Pois bem, tal convite faço agora a você, para que imagine duas pessoas, um do gênero masculino e a outra do feminino: Como elas são fisicamente? O que gostam de fazer? Com quem se relacionam? Onde moram? – depois, nomeie cada um, como desejar. Pronto? Agora, peço que troque as identidades de cada: o gênero que você colocou para a primeira será o da segunda pessoa. E então, o que você diria sobre os atuais? Seria possível essas novas pessoas continuarem existindo com as características inseridas anteriormente? – É válida a reflexão, pois, de fato, ser homem e ser mulher carrega tamanha padronização social, quando, na verdade, não se trata de um olhar para o sexo biológico de nascença, mas como, enquanto pessoa, ela subjetivamente se identifica. Realmente, falar de estereótipos masculinos remete, também, aos padrões sociais impostos às mulheres, como normas que ditam o que é ser feminina e o que compete, ou não, a cada gênero fazer e ser.

A partir da leitura da matéria “Como estereótipos de masculinidade afetam a vida e a saúde dos homens”, da Revista Galileu, sob autoria de Nathan Fernandes e publicada em agosto deste ano, tem-se uma recente pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que alerta: “na média mundial, os homens têm menor expectativa de vida, e sob uma análise de 41 países europeus, esse problema é mais grave em locais cujos indicadores socioeconômicos são menos equilibrados entre homens e mulheres, pois eles são mais propensos ao tabagismo, alcoolismo, dieta não saudável e violência.” Diferente de morar em um país com igualdade de gênero, em que os benefícios à saúde e bem-estar do homem são: “menores taxas de mortalidade, metade do risco de depressão, maior chance de fazer sexo com proteção, menores taxas de suicídio e 40% a menos de risco de morrer de forma violenta”, destacam os pesquisadores. Além de que, no Brasil, a maioria dos usuários dos serviços de saúde são as mulheres, enquanto os únicos serviços em que os homens prevalecem em número são os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), voltados à saúde mental e ao abuso de álcool e outras drogas.

Como um dos entrevistados afirma: “aceitar a sensibilidade masculina é uma provocação nova, e é bacana a gente reconsiderar valores. O rosa é uma cor bonita, usar saia é confortável, chorar é um alívio… São coisas naturais, mas que, por conta de conceitos engessados, a gente não se permite sentir, e isso faz mal para nós mesmos. Por uma construção colonial, a gente foi condicionado ao serviço braçal, à virilidade. A gente tem que ser forte, tem que ser insensível, mesmo que isso nos afete” (SIC). Além disso, os meios de socialização masculinos são muito mais pobres em relação aos das mulheres, em que são comuns conversas sobre frustrações e angústias, como explica um psicólogo convidado: “o ato de falar é um ato de elaboração; quando você fala a coisa passa a existir. Mas a maioria dos homens não falam de sentimentos, eles não elaboram. Aí quando vão discutir com as mulheres, elas os deixam no chinelo, porque provavelmente já conversaram sobre o assunto. A violência, que não é só física, passa a ser um último recurso, e os homens usam a agressividade como forma de proteção” (SIC). E isso é bem grave.

Portanto, com essa síntese espero que este texto possa ser o pontapé inicial para a reflexão e abertura a debates construtivos, pois precisamos falar do quão adoecedor é enquadrar o sujeito em um padrão subjetivo que não o pertence espontaneamente, que o sufoca, o desconfigura e o distingue da sua real essência, seja ele de qual identidade de gênero for. É como contém na matéria: “socialmente, o patriarcado e o machismo facilitam a vida do homem, mas geram uma série de angústias e um sentimento de confusão”. Por uma sociedade com equidade, sem códigos de barras nem taxas nominativas de enquadramento supérfluo: somos pessoas, não reféns de rótulos.