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Atualizações sobre o trabalho do Laboratório de Inclusão

Seria um imenso prazer nosso, do Laboratório de Inclusão, informar que a pandemia acabou e que retornaríamos normalmente com todas as nossas atividades. Seria. Infelizmente, ainda nos encontramos em tal estado de saúde pública, com o Ceará ainda apontando em alta nos casos de infecção, apesar de termos já uma boa melhora, em comparação aos meses anteriores.

Deste modo, seguindo ainda instruções de decreto estadual e orientações do Governo do Estado, informamos que ainda nos encontramos predominantemente em home office. Em nosso setor, ainda NÃO estamos realizando nenhum tipo de atendimento presencial, nos limitando somente aos atendimentos eletrônicos, via e-mail (labdeinclusao@gmail.com) ou via telefone (3101.2123 / 3101.4583).

Sobre nossos estágios curriculares obrigatórios e realizações de trabalhos acadêmicos em unidades desta Secretaria, também ainda NÃO estamos realizando nenhum encaminhamento. Nossas unidades, em sua maioria, abriga pessoas em alta vulnerabilidade social, estando entre estas, também, muitas pessoas que estão no grupo de risco de contaminação do Covid-19. Logo, esta nossa ação visa, acima de tudo, o menor risco para os nossos acolhidos e usuários.

Sobre nosso processo seletivo para estágio universitário bolsista em nossa Secretaria (processo este pausado desde o dia 16/03/2020), ainda não temos previsão sobre o mesmo. Estamos aguardando o retorno da normalidade dos serviços do Governo para darmos reposta aos candidatos e a quem mais interessar. De antemão, avisamos a todos que aguardem maiores notícias. Publicaremos amplamente em nossas mídias todas as atualizações, assim como também entraremos em contato com os estudantes em processo de entrevista.

Sobre nossos encaminhamentos para o mercado de trabalho, estamos realizando todos de forma virtual, de acordo com a demanda das empresas que entram em contato conosco.

Sobre nossos eventos, nossas oficinas e grupos de estudo, continuam todas temporariamente suspensas.

Pedimos a compreensão de todos para esta nossa situação. Tudo isto é temporário! Esperamos, em breve, retornarmos com todas as nossas atividades normalmente. Precisamos, neste momento, pensar no que há de mais importante: em salvar vidas! Diminuir o contágio é dever de todos nós! Contamos com a colaboração de todos.

O Laboratório de Inclusão vem a público se posicionar diante da pandemia Covid-19

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Vivemos tempos difíceis. Estamos enfrentando um perigo real e invisível, capaz de abreviar nossas vidas. Em momentos assim, nossa força, esperança e cuidado mútuo devem sempre prevalecer. Deste modo, anunciamos que, seguindo medidas decretadas pelo o Governo do Ceará, ainda nos encontramos em estado de isolamento social. Assim, nossas atividades ainda encontram-se em suspenso.

Porém, apesar de todos os transtornos, nosso trabalho e ideologia social continuam firmes e prósperas. Nossa equipe encontra-se em home office, trabalhando de casa, em constantes reuniões virtuais. Utilizamos nossas ferramentas para executar demandas possíveis, e nos preparar paras as atividades presenciais que virão. Nossa organização está sendo moldada à essa nova realidade instável e momentânea, e o nosso desempenho vem sendo regrado pelas notícias e ofícios diários.

Aos nossos candidatos no processo seletivo para estágio universitário, informamos que não temos previsão para o retorno de nossas entrevistas. Todo este processo seletivo encontra-se de sobreaviso. Pedimos que fiquem sempre atentos às nossas mídias, pois quaisquer notícias e alterações serão brevemente divulgadas.

Aos nossos trabalhadores incluídos, queremos dizer: Não se preocupem! Vocês sabem que o Laboratório de Inclusão está e sempre esteve do lado de vocês. Isso tudo é só uma fase, e logo estaremos de volta, juntos, fazendo o que sabemos fazer de melhor.

Ao nosso público, pedimos que sigam as nossas instruções. Estamos em comunicação próxima, através de nossos contatos. E a nossa maior recomendação é: Fiquem em casa! Quaisquer alterações em nossas rotinas, atividades ou demandas, entraremos em contato direto e pessoal, quando necessário. Assim como também estamos disponíveis para responder quaisquer dúvidas ou questionamentos.

Diante de tal cenário, o que mais vale é o zelo que devemos ter pelas vidas, por todas as vidas. Estamos trabalhando em casa, por nós e por vocês. Quem puder, fique em casa também. Toda nossa sociedade está enfrentando uma luta árdua, em que muitos sairão prejudicados, de diversas formas. Porém, devemos ter em mente que, neste momento, só há um ponto relevante: a vida! Seguiremos dessa forma, então. Avante em nossa luta social, com a certeza de um amanhã mais proveitoso, feliz e cheio de abraços e afetos.

Que vida boa, sapo caiu na lagoa…

por Márcio Vaz
palestrante, psicólogo e coach

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Às vezes desejamos a vida dos outros quando, em alguns aspectos, eles vivenciam o que gostaríamos de desfrutar. Seja uma carreira de sucesso, um casamento glamoroso, um corpo bem definido, um rosto harmonioso, uma família integrada, uma situação financeira abundante etc. Afinal, vivemos na Era das GRANDES expectativas, cuja “promessa” mais ofertada é a de uma vida plena e feliz.

Porém, não se engane, porque ninguém acorda sorrindo e belo(a) todo dia. Saiba que aquela foto que você viu na internet em que a pessoa ficou linda, representa uma das duas mil poses que ela fez para sair bonita daquele jeito. Pois existe uma máxima das redes sociais que diz: “Ninguém é tão bela quanto a foto que posta, nem tão feia quanto a foto que é marcada”.

Por isso, não se cobre tanto pelo que é fictício. Você não está sozinho. Tem dias que acordamos sem vontade de fazer nada, mas tudo bem, a vida é assim. Não somos felizes e motivados 24 horas, aceite, não há nada de mal nisso. A vida é a realidade do dia-a-dia e o sofrimento torna-se mais o fruto das nossas falsas expectativas.

Posto isto, recentemente assisti a palestra de um homem bem sucedido, magro, alto, bonito e feliz em seu casamento. Ele morava na casa dos sonhos, tinha filhos perfeitos e se dizia realizado profissionalmente, além de ser inteligente, engraçado, carismático e pelo caminhar da carruagem só faltou dizer que era bem dotado.

O sujeito parecia o modelo de um comercial de margarina, daqueles em que a fartura sobre a mesa não condiz com o corpo fitness ali apresentado. Eu por exemplo, com a metade do banquete à disposição, já teria duplicado o meu peso. Porém, claro, esqueci de mencionar que o palestrante também era dedicado, disciplinado e comprometido com os resultados.

Não sei quanto a vocês, mas eu desconfio de tal plenitude em um universo tão controverso e repleto de adversidades como o nosso. Prefiro crer numa vida dinâmica entre altos e baixos que intercalados aprimoram o nosso processo de aprendizado. Logo, não cultuo a felicidade plena, pois não descarto a necessidade do erro e da perda para o nosso aperfeiçoamento.

Lógico que, também não sou devoto do sofrimento como mecanismo essencial para o nosso crescimento, uma vez que podemos aprender pelo “amor” e pelo acerto, o que muitos insistem em aprender pela “dor” e pelo erro. Porém, para tanto, precisamos ELEVAR o nosso NÍVEL de CONSCIÊNCIA para ficarmos mais atentos ao significado de cada acontecimento. Aprender a trocar o porquê, pelo “paraquê” nos deparamos com certos infortúnios.

Desse modo, sou adepto do maior de todos os aprendizados – o denominado – Faculdade da Vida. Um aprendizado diário que não nos é repassado, mas sim, sentido na pele e bem aproveitado, quando internalizado da maneira correta, gerando reflexão, conscientização e boas tomadas de decisões.

Entendo o desenvolvimento humano como um processo gradativo, cujo resultado passa pelo crivo do nosso – Querer, Acreditar, Agir e, principalmente, se CAPACITAR. Até porque, nada vem de graça e tudo chega ao seu tempo. Não adianta se deparar com a tão sonhada oportunidade, se você não estiver preparado para aproveitá-la. Pois, diz um ditado popular que – “oportunidades são como cavalos selados que muitas vezes passam uma única vez na nossa frente”, porém, de que adianta se deparar com um cavalo selado se você não souber montá-lo?

Nesse sentido, se você trabalha no setor corporativo, saiba que nunca será promovido, se não tiver as devidas competências para o cargo, pois já foi-se a época em que, quem tivesse mais tempo de empresa, era reconhecido e promovido. Atualmente, principalmente em épocas de crise, o mérito é para quem entrega resultados. Logo, não se iluda, se quer crescer, faça por merecer. Dedique parte do seu tempo para se desenvolver, porque se fosse fácil, todo ser humano seria realizado profissionalmente.

Porém, na contramão de uma conquista que é de médio e longo prazo, surge uma promessa de caráter imediato. São alguns Pseudos-Gurus que se apropriam de uma plenitude fictícia para apresenta-la como modelo de vida perfeita e vender seu método para ter alcançado tais resultados. Tornou-se uma verdadeira febre, em que, de cima de um palco, eles ficam ricos, ensinando uma grande MAIORIA que nunca ficará rica – a seguir seus passos.

Serão apenas POUCOS gatos pingados que obterão êxito e servirão como exemplo de que tal método gera resultados. No entanto, o que você talvez não saiba, é que essa turma que se destaca, daria certo com qualquer outro método, pois o sucesso nem sempre é do processo, mas sim, do preparo e das características do sujeito que o emprega.

A exemplo, podemos jogar com um time profissional de futebol e levar uma verdadeira goleada por ser uma expertise que eles dominam. Todavia, existe uma enorme probabilidade de perdermos para esse mesmo time, caso o jogo seja de vôlei, basquete etc. Isso ocorre, pois antes de tudo, tratam-se de atletas profissionais, cujo preparo físico, senso coletivo, resistência e tantas outras competências já estão impregnadas no seu “DNA” (cotidiano).

Nesse sentido, defendo o preparo como divisor de águas para qualquer resultado. Não compartilho da teoria de que “querer é poder”, “todo mundo é capaz” ou “creia que o universo atrai”. O que atrai mesmo são os nossos esforços e estar em movimento constante. Há quem diga que sou um Palestrante Motivacional, mas denomino-me como um Motivador da Alta Performance, pois inspiro pessoas a buscarem resultados através do preparo.

De certo ninguém vai performar bem se não estiver motivado, porém, motivação sem preparo também não leva ninguém a lugar nenhum. Quando motivo uma equipe despreparada, gero atitude em quem não tem conhecimento, mas sem conhecimento dificilmente obtém-se bons resultados. Na Era da informação, não seja um desinformado. Alinhe-se aos novos tempos e invista para o seu crescimento contínuo.

Reflita sobre sua conduta e fuja das propostas de caminhos fáceis contidas em 7 passos, pois em um mundo com tantas repetições, modelos e padrões, quem se destaca são os que agem na contramão do modismo, que representam e assumem a sua identidade, que respeitam e valorizam as suas características, que se aperfeiçoam conforme suas predileções e aptidões. Não perca a sua originalidade ou a oportunidade de deixar sua marca por ser quem é. Afinal, o que lhe torna único é a sua diferença.

Você deseja obter melhores resultados? Então comprometa-se com suas ações e abandone a soneca do seu celular, pois cada 5 minutos a mais dormido, pode ser a diferença que levou seu modelo ou “concorrente” para outro patamar. Valha-se da lei do maior esforço, caso queira ir mais longe. Calcule o preço que você está disposto a pagar para poder alcançar seus objetivos e eleja qual é o seu pódio.

Eu por exemplo, espelho-me no Leandro Karnal como modelo intelectual e profissional do palco, porém, não teria a menor condição física de cumprir metade da sua agenda como palestrante, nem a pretensão intelectual de estudar o mesmo tanto para deter tamanho conhecimento. Portanto, consciente dos meus limites e propósitos, alinho-me aos meus interesses e a minha capacidade para ocupar o MEU espaço.

Compreenda que, toda e qualquer área bem sucedida na vida de uma pessoa, seja o corpo, a profissão, o relacionamento, dentre outros, foi e permanece sendo uma conquista de esforços e sacrifícios diários. Mesmo porque, manter chega a ser mais difícil do que alcançar. Eu que o diga com o meu efeito sanfona, em que emagreço quando quero, mas depois engordo sem querer. Da mesma forma ocorre com um relacionamento ou uma profissão que não se dá “manutenção”, o rendimento baixa e a concorrência lhe toma.

Enfim, nada vem de graça, logo, se você quer conquistar algo, reflita sobre o seu projeto de vida e analise se – O que você tem feito hoje irá lhe levar onde quer chegar? Depois volte a se questionar, se as ações adotadas para alcançar seus objetivos são comportamentos sustentáveis que você está disposto a manter para o resto da sua vida? Porque barriga tanquinho “todo mundo quer ter”, mas permanecer na disciplina da dieta e do exercício físico praticamente todo dia – é o que eu quero ver. Por isso, inveje menos e faça o que precisa ser feito para alcançar certa meta, pois não é a vida do outro que é boa, é a sua que está indisciplinada demais.

OBS: Vida boa é algo relativo e subjetivo. O que é bom para alguns, pode não ser bom para você. Não siga modismo, seja fiel as suas prioridades e aos seus valores para futuramente não se descobrir infeliz por viver a vida dos outros.

Vença suas resistências

por Márcio Vaz
palestrante, psicólogo e coach

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Recentemente fiz uma viagem para uma pousada no Maranhão que fica próximo aos lençóis maranhenses. A viagem reuniu a família e me permitiu novas vivências como a de deitar numa rede dentro da lagoa. Embora pareça uma atividade simples, o que de fato é – mesmo para um tetraplégico – me fez refletir, o quanto o simples pode se tornar complexo, quando a gente não se permite. Vencida a resistência, pude aproveitar uma experiência nova e prazerosa, mas que não se torna possível para todo mundo, por um aspecto muito mais psicológico do que físico.

Imaginei quantas pessoas não conseguem aproveitar a vida por não arriscarem ou se permitirem ousar. Alguns por medo, outros por não acreditarem nas possibilidades, outros por não enxergarem as oportunidades. Eu mesmo lembro de uma época em que tinha a chance de sair e viajar, mas não queria. Algum tempo depois, passei a querer, mas temporariamente, já não podia. Isto me fez refletir sobre o aproveitamento do tempo e uma frase que diz: “Cavalo selado só passa uma vez”.

Caso você desconheça este ditado, ele se refere às oportunidades que você desperdiça e que por vezes não voltam mais. Mesmo que outros “cavalos” possam passar, nunca mais serão os mesmos no sentido tempo espacial. No entanto, o que há de mal nisso? Não é dito que cada um deve respeitar o seu tempo? De fato, nem sempre nos sentimos preparados. Mas, a questão é: “Será que precisamos realmente estar prontos para assumirmos as rédeas da nossa existência? Até que ponto é ausência de preparo ou excesso de insegurança?

Recebo frequentemente no meu escritório, pessoas que me procuram para auxiliá-los no alcance de suas metas. Embora quem esteja de fora, possa somar e facilitar o percurso, ao trazer um novo olhar para a construção de novas estratégias, o processo de coaching, não se trata, simplesmente, de uma entrega de resultados desejados. Mais do que entregar um fim, trata-se de se desenvolver um meio. Ou seja, gerar autonomia no cliente, para que ele se torne capaz de encarar, enfrentar e alcançar novos objetivos. Logo, o processo não é apenas de obtenção, mas sim, de transformação do sujeito para que ele possa se sentir apto para montar qualquer “cavalo”.

Não é raro eu me deparar com clientes altamente competentes, mas travados em seus resultados, por desacreditarem do próprio potencial. Inseguros, estão sempre a se preparar num processo sem fim. Não há nada de mal, em se querer ser mais e melhor. Trata-se de uma insatisfação positiva, pois conhecimento nunca é demais. No entanto, espero que as suas inseguranças não sejam determinantes nas suas tomadas de decisões, pois, ainda que eu concorde, que as oportunidades favoreçam os mais preparados, em muitos casos, a limitação atitudinal, impossibilita bem menos do que as barreiras psicológicas, estando na cabeça e na força de vontade o poder de toda capacidade.

Nesse sentido, posso montar inúmeros “cavalos”, sem que para isso, já seja preciso saber trotar, cavalgar ou correr. Literalmente falando, sentar sobre um cavalo e sair andando, não requer tanta habilidade, só “um pouco” de coragem para dar-se início ao aprendizado – praticando. Até mesmo porque, o que de fato limita as nossas ações são as nossas decisões.

Sei que não existe caminho fácil ou rápido, pois entre o plantar e colher, vem o regar e esperar. Porém, siga em frente, porque o tempo passará do mesmo jeito e, muitas vezes, quando ficamos presos ao que não podemos fazer, deixamos de fazer o que podemos. Logo, se você não pode ou não sabe correr, simplesmente ande, uma vez que o mais importante é darmos o primeiro passo em direção aos nossos sonhos. Por fim, seja andando, correndo, dirigindo ou voando, em comum, todos alcançarão o mesmo fim, embora que em tempos diferentes. Só evitemos ficar parados, pois a vida é muito curta para ser desperdiçada.

Posto isto, esteja sempre aberto a dar o primeiro passo. Não sei lhe dizer se “quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha”, mas aprendi ao longo da vida, que em muitos casos, a ordem não muda os fatores. Devemos nos permitir e arriscar mais para aproveitar as oportunidades que nos aparecem na vida, pois, de fato, algumas não voltam mais. E, embora eu compactue com o ditado que diz: “nunca é tarde para recomeçar” ou “antes tarde do que nunca”, acredito igualmente que, “quanto antes, melhor”.

Enfim, acredito que tudo parta do nosso processo de autoconhecimento. Porque quem sabe quem é e o que quer, saberá o que fazer para alcançar seus objetivos. Desse modo, imagino, que o que você vai obter em 2019, será diretamente proporcional ao que você vai ser e fazer ao longo do ano. Porém, peço que reflita, que a sua vida depende muito mais do seu poder de escolha e decisão. Logo, permita-se. Diga sim as oportunidades, mesmo antes de estar 100% preparado, pois, na maioria dos casos, aproveitamos e aprendemos bem mais experimentando.

Como conviver, entender e aceitar pessoas homossexuais

por João Monteiro
jornalista e coordenador do Laboratório de Inclusão

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Vencer os preconceitos é priorizar a necessidade da evolução humana. A criação de sociedades inclusivas pode acender a esperança de que, no futuro, teremos mais equilíbrio do que preconceitos.

O preconceito humano é diversificado, mas separar homofobia de outros tipos de preconceitos é uma grande ilusão. A diversidade faz parte da natureza humana e a melhor maneira de conviver em harmonia com pessoas homoafetivas é entender que esta diversidade é essencialmente natural, é vencer os próprios preconceitos. Ninguém escolhe ser homoafetivo para ser discriminado e odiado gratuitamente uma vida inteira. Mas ter preconceito é uma escolha que pode ser superada e desconstruída.

A desinformação e as interpretações precipitadas colaboram com a multiplicação dos preconceitos. Quando os preconceitos são permitidos nas atitudes e na construção da própria personalidade, então a lei tem que compensar e ser cumprida para amenizar os efeitos nocivos dos preconceitos. A impunidade de quem pratica preconceito colabora na manutenção e crescimento de uma sociedade conflitante. A lei não foi feita somente para punir, mas educar também na intenção de que aquela pessoa que praticou homofobia tenha a oportunidade de aprender a conviver com a diversidade humana. Nenhuma sociedade evolui cultivando e propagando preconceitos. Então a homoafetividade precisa ser entendida e aceita por uma questão de evolução social.

A homofobia sobrevive também pelo ódio e pela violência. No Brasil, a cada hora é registrado um caso de violência contra homossexuais. Os jovens são as principais vítimas, sendo agredidos ou assassinados quando identificados pela aparência. O combate à homofobia é complexo porque envolve mudanças no comportamento humano e nas culturas de exclusão. Os homossexuais ainda são uma população invisível e vulnerável à violência. Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais fazem parte de uma diversidade humana. Quando são excluídos e discriminados, provocam um rompimento com o equilíbrio e harmonia social. Sociedades excludentes tendem a provocar desequilíbrio social quando rotulam pessoas e retardam a evolução humana.

A tentativa da “cura gay” é um fracasso, pois vai de encontro com a característica humana de ser diferente. Além de ser mais uma tentativa desesperada de oficializar a homofobia. A diversidade não pode ser considerada uma doença. Quando dogmas religiosos e ideologias fascistas se misturam com baixos níveis de consciência, demonstram, claramente, que esta sociedade é que está gravemente doente. É mais cômodo e, aparentemente, mais fácil conservar e criar dogmas regressivos do que promover e combater preconceitos e progredir humanamente.

Evoluímos pouquíssimo ao longo da nossa história, mesmo depois de tantas guerras e tragédias que destruíram inúmeras vidas. É claro que, este modelo de sociedade preconceituosa, excludente e violenta que se multiplicou, não tem provocado paz nem equilíbrio. Por quê? Porque comportamento e relacionamento humano em equilíbrio costumam ser deixados em segundo plano, não sendo prioridades na formação das ideologias e sociedades. Preocuparam-se mais com poderes, vaidades e egoísmos presentes nas interpretações. Quantas ideologias já foram escritas e implantadas? Várias. Mas nenhuma contemplou o essencial do convívio harmonioso que é o respeito à diversidade humana e a inclusão de suas diferenças.

A existência de homossexuais incomoda mais do que a violência? Infelizmente, sim. Quando uma cena de um casal homoafetivo se beijando choca a opinião pública de um país mais que fome, pedofilia, corrupção, estupro, racismo e assassinatos bárbaros, é um forte sinal de que este país está se preocupando mais em ter e preservar seus preconceitos e dogmas do que combatê-los. Ainda estamos muito longe da formação de uma sociedade evoluída, em equilíbrio e sem preconceitos.